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Continuando o segundo dia

Acho que por ela ser tão complexa, a gnt perde tanto tempo aqui...mas se eu tivesse que fazer uma imagem dela hj eu faria ela mto alta em cima de um pedestal...(considerando uma imagem meio infantil) e eu ajoelhada nos pés dela, inatingivel pra mim...mas necessária. Mas necessária pra que? Pra sobreviver, ou pra se martirizar...na época eu pensava que se eu pudesse escolher uma mãe, seria minha madrinha. Ela nunca. A IRMÃ MAIS VELHA O nome dela é Andréa, e é dela que eu tinha mais ciúmes...era algo até meio doentio...era outra pessoa inatingível pra mim..o meu ciúme tinha uma razão, pois minha mãe tinha olhos abertos pra ela, a Andréa talvez tenha sido uma pequena amostra de como ela foi tratada...sempre ouviram ela com olhos e ouvidos atentos, talvez por ela ter herdado a sensatez do meu pai..uma pessoa que todo mundo gosta de ouvir...e o que eu tinha a oferecer...problemas !!! Eu queria ser como ela...pq se ninguem gostava do  meu jeito, talvez sendo ela daria certo. Mas engano...

Segundo dia

Pois então...como eu ía dizendo, sempre me senti um peixe fora d'água e nunca soube por que? Mas vamos a algumas deduções, que fique bem claro que tudo isso é na minha visão.   O PAI Começando pelo meu pai, que sempre teve um coração enorme, veio de uma família de pretensos artistas, sonhadores, e como o próprio nome já diz, quem sonha, vive nas nuvens...o que não combina mto bem com quem tem os pés fincados no chão...mas dizem que os opostos se atraem, e foi isso que acabou acontecendo com ele e minha mãe. Ele nunca terminou o terceiro grau, teve a oportunidade de arrumar um emprego num banco, como office boy, e foi crescendo, subindo, e chegou ao cargo de diretor do banco onde tinha um padrão de vida mto bom, ele gostava de curtir o momento, aproveitou cada segundo, enquanto esteve no topo, conheceu uma parte do mundo, USA e Europa, entre outros...mas isso foi mais pra frente e mais tarde volto nesse assunto. Mas o trabalho sugou o seu tempo para aquela mulher, foi um pai...

Os 10 primeiros anos

Ouvimos sons de um bebê chorando, gritando, chorando, gritando. E uma mãe desesperada, se questionando: O que essa menina tem?  O ano era 1967, a mãe de 23 anos já tinha uma filha de 2 anos e 5 meses. Em março nasce Adriana, uma bebê fofinha que não para de chorar, segundo a mãe, o choro acontecia com uma certa frequência. Seria fome? Refluxo? Azia? Nem o avô, que era pediatra, soube ajudá-la. O fato é que essa criança deixou essa mãe tão desgastada que ao saber que estava grávida, novamente, a mãe quase surtou. Os anos foram passando e o choro foi se transformando em dificuldade de comer: " Essa menina se alimenta de banana!" Era isso, ela não gostava de muita coisa, tinha uma certa seletividade alimentar (oi??!?! O que é isso? Frescura?). Mas a essa altura, já com 3 filhas, vai comer o que tiver na mesa, e foi assim que ela aprendeu que comer era uma coisa chata, então demoraaaava, era sempre a última a sair da mesa: "Anda Adriana, acaba logo essa comida" Gostava ...